A Universidade de Fortaleza (Unifor) aderiu, ontem, à Rede de Núcleos de Inovação Tecnológica do Ceará (Redenit-CE). Mais outras nove instituições também se tornaram integrantes da rede, que é um arranjo estrutural com vistas a unir e apoiar os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) públicas e privadas. Hoje, 16 instituições fazem parte da rede, no total.
A Redenit, que é coordenada pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), tem o papel de contribuir para o desenvolvimento, a proteção e a transferência da inovação tecnológica para o mercado, contribuindo para o desenvolvimento do Ceará. "Estamos fazendo com que o mercado enxergue a potencialidade do valor mercadológico daquilo que é produzido nas instituições de pesquisa", ressaltou o presidente da Redenit, Vladimir Spinelli. A Unifor participa ativamente da elaboração de projetos científicos e tecnológicos que serão transformados em produtos.
Atualmente, são 400 projetos em andamento, algumas patentes já concedidas e outras em processo. Segundo a coordenadora do NIT da Uece, Aloma Pessoa, a Universidade tem expertise e visão de futuro. Para o diretor do Centro de Ciências Tecnológicas da Unifor, Ricardo Colares, a parceira fortalece a rede. "A Unifor tem representatividade forte na área de pesquisa. Os projetos são realizados pelos programas de pós-graduação que estão se fortalecendo. O trabalho em rede é a realidade no mundo moderno", destacou. Segundo o diretor, a união dos núcleos vai dar, de fato, uma dimensão maior à produção científica.
A Redenit identificou, neste ano, no Ceará, 40 projetos potenciais para proteção. Essas criações, que estão entre patentes, registros de software, identificações geográficas e direitos autorais, serão protegidas e, em seguida, transformadas em inovações até o fim de 2010.
De acordo com Vladimir Spinelli, a Redenit vai facilitar o trabalho dos núcleos isoladamente. "A preocupação de uma instituição de transformar pesquisa em produto será amenizada com o trabalho em rede". Além disso, a importância da rede está também em possibilitar o desenvolvimento de um produto a custo reduzido.
A Redenit ajuda a identificar o potencial de cada instituição e a tornar conhecidas suas criações pelo mercado e pela sociedade. E também ajuda o pesquisador a conhecer o que a população precisa. A proposta é beneficiar a sociedade com as invenções e valorizar o pesquisador que criou o projeto. Quando a pesquisa não tem potencial mercadológico, torna-se conhecida por meio da publicação em artigos científicos. "Desenvolver um invento e não passar para a sociedade não é inovação", disse Aloma Pessoa.
Proteção
No entanto, essa inovação tem de ser protegida para garantir a autoria dos projetos. Segundo o presidente da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico (Funcap), Tarcísio Pequeno, o papel dos NITs é pactuar, de preferência de antemão, as regras de partilhamento dos resultados do produto a fim de evitar que haja briga entre empresários e pesquisadores pelos direitos autorais.
Conforme o presidente da Redenit, a rede está começando a se consolidar de fato. "É o momento de darmos boas-vindas aos novos integrantes e permitir que recursos sejam carreados em benefício da sociedade".
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